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Mulheres nas Forças Armadas

Temos recebido várias perguntas a respeito das mulheres nas Forças Armadas e por isso estamos disponibilizando uma matéria abaixo que foi retirada do site: http://www.brasil.gov.br/

A Lei permite que militares do sexo feminino atuem como combatentes do Exército em áreas antes restritas aos homens. Hoje, 22.208 mulheres fazem parte do efetivo de todas as Forças Armadas.

A presença feminina nas Forças Armadas do Brasil cresce a cada ano. Atualmente, elas já são 22.208, ou 6,34% do total do efetivo militar do País, que é composto por 350.304 integrantes. Esse número tende a aumentar em consequência de mudanças ocorridas no sistema de ingresso nas carreiras militares. A Lei nº 12.705, por exemplo, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em agosto de 2012, permite que militares do sexo feminino atuem como combatentes do Exército Brasileiro em áreas antes restritas aos homens.

A Tenente Carla Borges, de 31 anos, foi a primeira aviadora a pilotar aeronave de caça a jato. Apaixonada por aviões desde pequena, ela se inscreveu, em 2003, no primeiro concurso da Força Aérea que abriu vagas para mulheres ingressarem no Curso de Formação de Pilotos.

“O curso é muito concorrido e foi necessário um preparo muito grande. Sempre recebi apoio da minha família e de meus amigos, o que foi de fundamental importância para meu sucesso”, conta.

Após finalizar os quatro anos na Academia da Força Aérea (AFA), Carla foi indicada para o curso de Caça, em que estudou mais um ano. Hoje, ela pilota o caça A-1 e o C-98 Caravan, além de já ter pilotado outras aeronaves como o T-25, o T-27 Tucano, o TZ-13, o TZ-23, e o A-29 Super Tucano.

Segundo Carla, estar na Aeronáutica é um objetivo alcançado. “Quero continuar minha carreira na Força Aérea, e quem sabe até chegar a um alto cargo, oferecendo o melhor que eu puder”, finaliza.

Atualmente, a Aeronáutica é a Força que possui o maior número de militares do sexo feminino – cerca de 10 mil. O ingresso delas no Quadro de Oficiais Intendentes foi autorizado em 1995 e, oito anos depois, em 2003, a instituição recebeu as primeiras mulheres para o Curso de Formação de Oficiais Aviadores. Da Academia da Força Aérea (AFA), saíram as 36 aviadoras formadas no centro de ensino e que estão aptas a pilotar caças.

Já Marinha do Brasil foi a primeira das três Forças a aceitar o ingresso das mulheres, e é a única a ter uma oficial general, a Contra-Almirante médica Dalva Mendes. Em fevereiro de 2014, a Marinha recebeu a primeira turma de aspirantes mulheres na Escola Naval do Rio de Janeiro. As 12 novas alunas entraram na mais antiga instituição de nível superior do Brasil por meio de concurso e, ao longo de quatro anos, estudarão disciplinas competentes às áreas de Administração, Contabilidade Geral e de Custo, Orçamento, Finanças, Abastecimento, Logística e Auditoria, dentre outras.